
“Conheci uma pessoa e eu já acho que estou apaixonado por ela, mas eu estou apaixonado perdidamente. Eu não consigo parar de mandar mensagem, parar de olhar o perfil dela nas redes sociais, ligar para ela e muito menos parar de conversar com ela. Acho que ela também sente o mesmo por mim, mas será? E se ela não sentir? Eu preciso me sentir seguro. Já sei, vou pedir em namoro, assim minha consciência ficará mais segura. Calma, se ela falar não, quer dizer que ela está saindo com outras pessoas…“
Nossa, mais um pouco e eu ia precisar de uma terapia ou me internar, porque foi tamanho surto que eu fiquei preocupado de isso ter saído da minha cabeça.
Sem mais, vamos reconfigurar isso daí!
Todos sabemos que quando conhecemos alguém interessante e passamos a conversar com aquela pessoa, nossa vida muda, sentimo-nos (é eu estudei português, viu?) felizes, parececendo que nada pode nos afetar e que está tudo um mar de rosas. Só que ai vem a famosa insegurança, mas não é uma insegurança concreta, ela é tão abstrata que a pessoa não se sente confortável de confiar na pessoa com quem ela está saindo e de concluir de que: Nós, ainda, não temos nada, então se estiver saindo com outra pessoa isso é normal, contanto que respeite meus sentimentos assim como estou respeitando os dela, está tudo bem.

Hoje em dia as pessoas ficaram tão desesperadas na questão de relacionamento que acaba me assustando um pouco.
-Lu, mas eu estou sozinho há muito tempo, eu tenho direito de ficar desesperado.
Não, não tem, porque eu passei 17 anos da minha vida sozinho e nem por isso eu…mentira, eu fui desesperado (momento desabafo). Só que a questão é que você não esteve tanto tempo assim, até uns 4 anos é permitido esse desespero e insegurança, mas menos do que isso não é natural, não é tão aceitável.

Lembra como era difícil conseguir o número de telefone daquela pessoa com quem você conversava? Como era constrangedor chamar para sair? ou até mesmo pedir o MSN? Acho que se puxar um pouco para aquele tempo vai perceber que não era tão desesperador, porque era tudo surpresa e imprevisível. Tinha o momento em pedir em namoro, tinha o momento certo para ir a casa da pessoa, o momento de conhecer os amigos e a família.
Sentiu? Viu? Existia um progresso.
Hoje em dia você sai com a pessoa e amanhã ela já acredita que tem posse sob você, que você é simplesmente dela.

Só que não é bem assim que funciona. Não deveria pelo menos.
Vamos fazer um seguinte?
Conheça alguém, saia com a pessoa, conhece-a, aproveite o momento e desfrute dos momentos juntos e quando ambos se sentirem bem o suficiente, acredite, o momento certo de estabelecer um namoro vai chegar. Pense bem, pois entrar em um relacionamento não é entrar hoje, amanhã não gostei e vou largar a pessoa. Vale lembrar que esse ser humano, assim como você, tem sentimentos e ele os valoriza e precisa que você os note, então conheça antes para ter certeza que quer isso, que quer essa pessoa ao seu lado para compartilhar cada segundo de sua vida.

E sejam felizes até onde der, porque para sempre é muito tempo e até lá meus filhos podem ter outros filhos e eu serei bisavô.
Um comentário em “Desespero para que?”